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Covid-19: começa hoje restrição de voos vindos do Reino Unido

Começa a valer nesta sexta-feira (25) a proibição de entrada no Brasil de voos com origem ou passagem pela Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte nos últimos 14 dias. Diante da identificação de duas novas mutações do novo coronavírus no Reino Unido, as novas regras, que atendem a uma recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foram publicadas na edição dessa quinta-feira do Diário Oficial da União.

A norma também proíbe a entrada de estrangeiros no país por via terrestre ou transporte aquaviário, mas há exceções: brasileiros natos ou naturalizados; imigrantes com residência definitiva no país, profissionais estrangeiros em missão e funcionários estrangeiros ligados ao governo brasileiro.

Outros países

A partir do próximo dia 30, passageiros vindos de outros de países terão que apresentar o resultado negativo de covid-19 para entrar no Brasil. O exame exigido é tipo PCR, e tem que ser feito até 72 horas antes do embarque. Crianças entre 2 e 12 anos de idade não precisam fazer o teste, desde que seus acompanhantes façam.

Média de mortes diárias por covid-19 no Brasil chega a 736,43

As mortes diárias por covid-19 no Brasil, segundo a média móvel de sete dias, chegaram a 736,43 ontem (24). De acordo com os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a média dessa quinta-feira interrompeu uma sequência de altas que vinha desde o dia 11 de dezembro.

Apesar da queda em relação ao dia 23 (quando se atingiu uma média de 783,57 óbitos), a média diárias de mortes por covid-19 cresceu 15% em relação a 14 dias atrás (642,14 mortes) e 51% em relação a um mês antes (488 mortes).

Estados

Entre os estados, aqueles com maior média móvel de mortes diárias registradas nessa quinta-feira foram São Paulo (153,86), Rio de Janeiro (89), Minas Gerais (77,43), Rio Grande do Sul (65,57) e Paraná (61,14).

Na comparação com 14 dias atrás, 20 das 27 unidades da Federação tiveram alta no número de óbitos. Alguns locais mais do que duplicaram as médias nesse período, como Alagoas (que passou de 2,86 mortes para 6,57) e Amazonas (que subiu de 6,57 para 14,57). Sete unidades tiveram queda, com destaque para o Tocantins (-42%) e Ceará (-38%).

Na comparação com o mês anterior, a maior alta foi observada em Mato Grosso do Sul, que quadruplicou suas mortes no período (ao passar de 5,86 para 23,86). O Acre quase quadruplicou, ao passar de 0,86 para 3,29. Seis estados duplicaram os óbitos: Alagoas, Amapá, Mato Grosso, Paraná, Rondônia e Santa Catarina.

Cinco estados tiveram queda nas mortes de um mês para outro, com destaque para Goiás, onde os óbitos recuaram 44,3%.

Museu de Arte de Rua promove tour virtual em São Paulo

O projeto MAR 360°, do Museu de Arte de Rua, apresenta mais de 40 murais de grafites em tour virtual, como forma de valorizar essa modalidade. Estão reunidas obras de variados temas, incluindo a pandemia de covid-19. O tour contempla diversos bairros, por meio de plataforma online que possibilita a visualização de um mapa personalizado, disponível no link www.mar360.art.br.

Segundo a prefeitura, responsável pela iniciativa e pelo museu, o projeto é desenvolvido em meio à nova fase de contaminação da covid-19. O objetivo é permitir que todos consigam percorrer os mais de 110 quilômetros (km) que separam as artes, mesmo que de forma online, mas com toda a segurança necessária neste momento.

Para que todos os murais fossem captados em detalhes, durante um mês foi utilizado um drone, equipado com câmeras 12K de altíssima resolução. “Todo esse esforço resultou no único museu de rua do mundo com o formato de realidade virtual, que pode ser acessado pelo navegador de qualquer computador”, informou a prefeitura.

Entres as obras escolhidas para o projeto, está o trabalho de Speto, grafiteiro considerado um dos principais nomes da arte de rua do país, influenciado pela cultura do hip hop e que realizou seus primeiros trabalhos na década de 80. No MAR 360° é possível conferir a obra Homenagem a João Gilberto, exposta na Avenida Senador Queirós, em Santa Ifigênia.

Importante nome da arte contemporânea brasileira e pioneiro da street art mundial, Alexandre Orion assina a obra Saudação, um grande mosaico localizado no Instituto do Coração (InCor), no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, voltado para a Avenida Rebouças e a Passarela Professor Dr. Emílio Athiê.

O paulistano Mundano, que está na lista de artistas do MAR 360°, junta arte e ativismo e também tem reconhecimento internacional. Sua obra Operários de Brumadinho está exposta na Avenida Mercúrio, no centro histórico da capital.

Museu

O Museu de Arte de Rua ocupa a capital paulista por meio de painéis em empenas de prédios e em muros. Em 2019, foram mais de 30 obras de arte urbana em diferentes suportes, como grafite, estêncil, fotografia, sempre em grandes dimensões. Na edição de 2020 do MAR, foram mais de 20 obras.

Além de incentivar o desenvolvimento da arte urbana pelas ruas e avenidas da cidade, a atual edição do projeto promove intervenções com temática ligada à pandemia de covid-19 em dois eixos distintos. Em um deles, os artistas homenageiam quem está na linha de frente do combate à pandemia, como profissionais da área da saúde e entregadores. O outro eixo contempla obras que promovam esperança e alento às dificuldades do período.

Participam do MAR 360°: Alex Senna, Alexandre Orion, Apolo Torres, Binho + Coletivo X, Binho Ribeiro (Hip Hop), Bueno Caos, Cadumen, Celso Gitahy, Crica Monteiro, Dinas, Enivo, Felipe Morozini, Gamão / Coletivo Kuka, Grupo Vértigo (Colômbia), Hannah Lucatelli, Katia Lombardo, Ludu, Luis Birigui, Luna Buschinelli, Mag Magrela, Mari Mats, Mari Pavanelli, Mauro Neri, Mundano, Onesto, Os Tupys, Paulo Chavonga, Paulo Ito, Rafa Mon, Rafael Hayashi, Raquel Brust (Giganto), Robinho Santana, Ronah Carraro, Rui Mendes, Simone Siss e Lau Guimarães, Speto, Tebas, Thiago Toes, Tikka, Verena Smit, Zezão, Ziza.

Especialistas destacam importância de se ter reserva financeira

A chegada da pandemia ao Brasil mostra a importância de se ter uma reserva financeira para enfrentar as adversidades. Com a chegada do fim do ano – e do décimo terceiro salário – o brasileiro tem a oportunidade de, com planejamento, ter mais tranquilidade em relação ao orçamento.

Diante desse contexto, a Agência Brasil consultou alguns especialistas, na busca por dicas de como conseguir montar uma reserva, mesmo em tempos de crise. Segundo eles, para isso, o primeiro e mais importante passo é pagar as dívidas que têm juros mais elevados.

“As reservas financeiras são, antes de tudo, importantes para gastos imprevistos. Por exemplo, em saúde ou no conserto do carro ou do imóvel”, afirma o economista e professor licenciado da Universidade de Brasília (UnB) Newton Marques. Especialista em educação financeira, ele sugere que, tendo um dinheirinho sobrando, as pessoas procurem, primeiro, quitar dívidas que, em função dos juros, estejam crescentes. “Quem receber o décimo terceiro salário pode utilizar da seguinte forma: pagar dívida que tem juros, consumir parte nas festas de fim de ano e guardar uma parte para gastos imprevistos em 2021”, resume.

Conselheiro da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), Andrew Frank Storfer diz que a pandemia deixou uma lição importante para as pessoas: “todos podemos viver gastando menos”. Para ele, “existe um produto que todos deveriam comprar: a tranquilidade. Ter alguma reserva para imprevistos é sempre bom. Independentemente da pandemia, quem pode olhar para trás e dizer que não teve algum imprevisto nos últimos cinco anos? Que não teve de fazer um tratamento, comprar remédios; quem não teve geladeira ou TV quebrada? Quem não bateu um carro, ou teve de ir ao mecânico? O mesmo se pode dizer dos próximos cinco anos. Sempre há um imprevisto”, disse o conselheiro da Anefac.

Ele lembra, no entanto, que muita gente recebe salário que mal dá para suportar os gastos básicos com alimentação e moradia. Mesmo assim, sugere, é fundamental fazer esforços, pelo menos no sentido de cortar gastos, na tentativa de guardar um pouco.

“O segredo é equilibrar o desejo de gastar com algum serviço, ou de comprar alguma coisa, com a necessidade de ter reservas e, assim, tranquilidade. Neste fim de ano, presentes podem ser o primeiro gasto a ser reduzido. Ainda mais tendo em vista que há limitações para sair de casa e frequentar lojas e shoppings. Os gastos com serviços e compras do dia a dia devem sempre ser revistos. Há itens que subiram de preço e podem ser substituídos por outros. Procurar alternativas com preços mais em conta pode fazer uma diferença”, sugere o especialista.

Compras online

Uma boa alternativa de compras que pode resultar em economia são as feitas pela internet. Segundo os especialistas, as compras online têm, entre suas vantagens, a possibilidade de comparação de preços, que é facilitada por não haver necessidade de deslocamento. Além disso, os produtos são em geral “bem mais baratos” do que estão à venda em lojas físicas.

“A compra online [ampliada desde que se adotou o isolamento social como medida de enfrentamento da pandemia] trouxe dois pontos importantes: a real comparação de preços e a redução das compras por impulso. Apesar de antes da pandemia ser possível comparar preços pela internet, muitos não faziam isso. Simplesmente iam às compras nas ruas e shoppings. A comparação passou a ser muito maior, e realmente há a vantagem de se comparar preços e artigos. Além disso, as compras por impulso tendem a diminuir porque se gasta um certo tempo buscando, comparando e analisando se realmente vale a pena gastar no que se imagina. E gastando menos, sobra mais”, explica Storfer.

Redução salarial

O ano de 2020 teve um fator que complicou ainda mais a situação financeira de muitas famílias, que tiveram de reorganizar seus orçamentos: a redução salarial combinada entre empresas e empregados, como forma de se evitar demissões.

Nesses casos, o conselheiro da Anefac sugere que, em primeiro lugar, o problema seja compartilhado com a família. “Ter uma conversa direta com todos da família é muito útil porque alinha a situação e o entendimento, fazendo com que todos passem a dar mais valor ao dinheiro que entra, que cooperem na redução de gastos e que entendam o momento vivido”, disse.

“A partir daí, analisar o que pode ser cortado e que gastos podem ser adiados. É importante também entender que não se pode contar antecipadamente com uma melhora no futuro, e que fazer um empréstimo ou entrar em cheque especial nada mais é que empurrar para a frente a conta a ser paga”, acrescentou, ao lembrar que os juros no Brasil “continuam altíssimos e proibitivos”.

Inflação

Membro do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF), o professor Newton Marques concorda com a opinião de que quem teve redução renda, em especial após a chegada da pandemia no país, tem que reavaliar seus gastos essenciais e supérfluos, de forma a evitar endividamento.

“Ainda mais agora, que as expectativas inflacionárias são crescentes, é importante fazer reservas financeiras para enfrentar esses elevados custos, principalmente da alimentação. Também recomenda-se mudança de hábitos de consumo de alimentos com essa forte elevação de preços”, afirma.

Andrew Storfer diz que a “subida inesperada” da inflação este ano “foi muito mais por uma conjuntura”, referindo-se ao auxílio emergencial que suportou o poder de compra, os gastos com energia e a aquisição de itens alimentares.

“Apesar de ainda haver uma pressão na inflação, ela pode ser menor em 2021. De qualquer forma, vale ficar atento aos alimentos, por exemplo, e seguir monitorando preços e sempre buscando alternativas mais em conta, dependendo dos preços em cada época”, acrescenta.

Caderneta de poupança

Segundo Newton Marques, a caderneta de poupança ainda é a aplicação financeira recomendada para pequenos poupadores porque seu rendimento é líquido, sem imposto de renda.

A mesma opinião tem o executivo da Anefac, mesmo considerando que a poupança não esteja em um de seus períodos mais rentáveis. “Hoje em dia até que não é das piores, pela baixa taxa de juros atualmente vigente. Mas não importa. A poupança apresenta uma facilidade muito grande para se guardar reservas, quando comparada a alternativas do mercado financeiro que exigem um pouco mais de entendimento e, muitas vezes, volumes maiores de investimento”, disse ele.

“Para baixos valores, a poupança é simples, isenta de imposto de renda, não tem taxa de performance e tem liquidez imediata caso alguém precise do dinheiro para emergências. Na realidade, ela compete é com o gastar o dinheiro. Ou seja, podendo deixar as economias na poupança, em vez de gastar o dinheiro, já é um grande passo”.

Retrospectiva 2020: relembre os principais acontecimentos de junho

Em junho, o presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que prorroga, por mais dois meses, o auxílio emergencial de R$ 600, destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos, desempregados e pessoas de baixa renda durante a pandemia da covid-19. Com isso, cerca de 65 milhões de pessoas que tiveram o benefício aprovado receberão mais duas parcelas, no mesmo valor.

 

Lei Aldir Blanc socorre setor cultural durante pandemia

A Lei Aldir Blanc entrou em vigor em junho e instituiu auxílio financeiro de R$ 3 bilhões para o setor cultural devido à pandemia de covid-19. O texto prevê o pagamento de três parcelas de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural, além de um subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias. 

 

Serviços públicos são digitalizados durante pandemia

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Serviços públicos  – Arquivo Agência Brasil

Com o intuito de reduzir aglomerações durante a pandemia de coronavírus, o governo federal digitalizou 156 serviços públicos nos últimos três meses. Um total de 58 serviços em março, 45 em abril e 53 em maio passou a ser oferecido sem a necessidade de que o cidadão saia de casa. Segundo a Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, que coordena o processo, a digitalização resulta em economia de R$ 2,2 bilhões por ano com a redução de custos e com o aumento de eficiência dos servidores públicos.

Linha crédito a micro e pequenas empresas

O Ministério da Economia anunciou, em junho, o Fundo Garantidor de Operações para a linha de crédito destinada às micro e pequenas empresas. A linha de crédito será concedida no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) com um aporte do Tesouro Nacional no valor de R$ 15,9 bilhões, que estará disponível nas agências bancárias.

Plano Safra 2020/2021 contará com R$ 236,3 bilhões

O volume representa R$ 13,5 bilhões a mais em relação ao plano anterior, um aumento de 6,1%.  Do total do Plano Safra, R$ 33 bilhões foram reservados para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 33,1 bilhões foram destinados ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). 

Nuvem de gafanhotos

Em junho, uma nuvem de gafanhotos  que veio da Argentina assustou os produtores rurais do Rio Grande do Sul. A preocupação das autoridades do setor agropecuário e de produtores rurais é o dano que os insetos possam causar às lavouras e pastagens, se houver infestação.

 

Dólar tem maior queda diária em dois anos 

dólar, dinheiro

Dólar, dinheiro – Reuters/Direitos Reservados

Em um dia de alívio nos mercados internacionais, o dólar teve a maior queda diária em dois anos e fechou no menor nível desde meados de abril. O dólar comercial encerrou o dia 2 de junho vendido a R$ 5,21, com recuo de R$ 0,174 (-3,23%). A cotação operou em queda durante toda a sessão, até fechar no valor mínimo do dia. Em pontos percentuais, esse foi o maior recuo para um dia desde 8 junho de 2018. A divisa fechou no menor nível desde 14 de abril (R$ 5,191). 

Lei da Ficha Limpa faz dez anos

Lei da Ficha Limpa nasceu da iniciativa popular e chegou a somar 1,6 milhão de assinaturas. A lei proíbe a eleição a cargos públicos de candidatos condenados por decisão transitada em julgado ou por órgãos colegiados da Justiça.

 

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