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Homem que matou companheira em Capinópolis é condenado a 18 anos de prisão

Rildo Marçal dos Santos e Elika Mendes Vilarinho

Um júri popular condenou Rildo Marçal dos Santos, de 35 anos, a uma pena de 18 anos de prisão por ter assassinado a companheira Elika Mendes Vilarinho, 27 anos.  O crime ocorreu em 2017 em Capinópolis.

O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (08) no fórum Odovilho Alves Garcia, em Capinópolis. E o juiz do caso negou o direito do réu a recorrer em liberdade.

Rildo Marçal dos Santos foi condenado pelo crime que cometeu por motivação torpe, asfixia, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e violência doméstica.

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Por se tratar de um crime hediondo e por ser réu primário, o condenado terá de cumprir 2/5 da pena para progredir para o regime semiaberto.

A defesa alegava que Rildo Marçal só queria lesionar a companheira Elika, insistindo na tese de lesão seguida de morte.

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“Os jurados reconheceram todas as qualificadoras, não desclassificaram para lesão corporal e não reconheceram o privilégio da violenta emoção sustentado pela defesa”, disse a Promotora de Justiça, Dra. Maria Carolina Silveira Beraldo, ao Tudo Em Dia.
O diagnóstico da morte de Elika foi traumatismo crânio encefálico e asfixia por esganadura.

Rildo ainda pode recorrer da sentença.

O CASO

Elika Mendes Vilarinho vivia com o companheiro Rildo Marçal dos Santos no bairro ‘Vale dos Sonhos’, em Capinópolis, Minas Gerais.

Na manhã do dia 25 de setembro, o casal teve uma grave discussão e testemunhas afirmaram ter visto Rildo Marçal agredindo Elika com socos, pontapés e empurrões — em determinado momento, o homem arrastou a vítima pelos cabelos para fora de casa e começou a enforcá-la.

Um cão tentou defender a mulher das agressões e chegou a morder o homem.

A Elika foi socorrida no Pronto Atendimento de Capinópolis e devido a gravidade dos ferimentos, foi encaminhada ao Hospital São José em Ituiutaba (MG) desacordada.

A vítima ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e morreu em decorrência dos ferimentos na madrugada do dia 02 de outubro de 2017.

Na ocasião, um familiar da vítima conversou com o TUDO EM DIA e afirmou que o casal mantinha uma união estável há algum tempo e tinham brigas constantes.

LEI MARIA DA PENHA

A Lei nº 11.340/2006, nomeada de ‘Maria da Penha’, avançou no combate ao feminicídio e violência doméstica nos últimos anos, mas tem um grande caminho a percorrer.

Nas eleições de 2018, a Lei foi pauta de muitos candidatos —Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB) chegaram a visitar Maria da Penha no nordeste.

Desde a Lei Maria da Penha, diversas normas ampliaram e respaldaram o combate à violência de gênero, como a lei que criminaliza o assassinato de mulheres – a Lei do Feminicídio, de 2015.

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